segunda-feira, 21 de março de 2016

O que já é bizarro

Diz querer mudar o mundo
Mas é só um vagabundo
Esperando um segundo
De sua desatenção

Ele quer um militante
Um agente ignorante
Agindo feito meliante
Para a sua organização

De meia dúzia de vampiros
Embriagando seus obreiros
Com ideais bem lisonjeiros
Para uma falsa redenção

Onde o peão é descartado
Quando o aliado é acusado
Assim se salva o seu legado
Que serve de religião

Ergam suas bandeiras de qualquer cor
Sigam os seus deuses de pés de barro
E as suas mentiras por um bem maior
Que só repete o que já é bizarro

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Enjoy The Silence

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

No ordinary love (Cover)

domingo, 30 de novembro de 2014

Der Einzige und sein Eigenthum

"Há tanta coisa a que ter ser a minha causa! A começar pela boa causa, depois a
causa de Deus, a causa da humanidade, da verdade, da liberdade, do humanitarismo,
da justiça; para além disso, a causa do meu povo, do meu príncipe, da minha pátria, e
finalmente até a causa do espírito e milhares de outras. A única coisa que não está
prevista é que a minha causa seja a causa de mim mesmo! 'Que vergonha, a deste
egoísmo que só pensa em si!'

(...)

E que se passa com a humanidade, cuja causa nos dizem que devemos assumir
como nossa? Será a sua causa a de um outro, e serve a humanidade uma causa superior?
Não, a humanidade só olha para si própria, a humanidade só quer incentivar o progresso
da humanidade, a humanidade tem em si mesma a sua causa. Para que ela se desenvolva,
os povos e os indivíduos têm de sofrer por sua causa, e depois de terem realizado
aquilo de que a humanidade precisa, ela, por gratidão, atira-os para a estrumeira da
história. Não será a causa da humanidade uma causa... puramente egoísta?"

Max Stirner